quinta-feira, julho 12, 2012

São Jorge D´Oeste:Idosa morre ao ser atacada por onça, captura do animal começa nesta quinta-feira

De acordo com a Polícia Ambiental, o animal que atacou a senhora é semelhante ao da foto capturado em novembro de 2011, em Corbélia (PR)(Foto: Divulgação/ Polícia Ambiental)

Onça parda

A polícia confirmou nesta quarta-feira (11) que uma senhora de 86 anos encontrada morta, na área rural de São Jorge do Oeste, no sudoeste do Paraná, foi vítima de um ataque de onça. Diante da ocorrência, a Polícia Ambiental de Boa Vista da Aparecida, a 116 km de distância, emitiu um alerta para todos os moradores da região sudoeste do estado.

O corpo da idosa foi localizado em 27 de junho e a comprovação da causa da morte foi dada por dois veterinários da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) que foram até a propriedade fazer moldes em gesso das pegadas. Em seguida, o material foi encaminhado para análise de biólogos. “Nós temos o laudo de um biólogo e a palavra de dois veterinários”, ressalta José Carlos Dias, que é subtenente da Policia Ambiental.
Segundo Dias, a onça é parda e estaria comendo a carcaça de um animal quando atacou a idosa. “Ela foi pegar umas lenhas no mesmo lugar que essa onça se encontrava”, disse o policial. Este foi o primeiro caso registrado contra humano. “Antes a gente só tinha casos de animais que eram devorados por esse tipo de animal, mas ser humano, a gente acha que foi o primeiro”, lembrou o subtenente.

O subtenente informou ainda que uma equipe formada por integrantes da Polícia Ambiental, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) vai, na quinta-feira (12), para São Jorge do Oeste para tentar fazer a captura da onça e acalmar os moradores. “A gente faz um alerta às pessoas que tomem cuidado. Não é preciso se apavorar, mas fiquem em alerta e tomem precauções”, orientou Dias.

Ao G1, o filho da senhora, Antônio Bordin, relatou que a mãe morava sozinha em uma casa ao lado de outra filha. Os familiares a encontraram em um riacho, com mordidas pelo corpo, a aproximadamente 40 metros da residência.

“Todo mundo está com medo aqui. Ninguém sai de noite e muitos estão dizendo que vão sair do sítio”, afirmou Bondin.

Ele explicou que o local onde a mãe foi encontrada não havia mato. “Era tudo limpo. Tem mato, mas só por baixo”. Ele acredita que não existe apenas uma onça na região. “Olha, pelo que o pessoal está falando, existem mais onças por aqui. Numa extensão de 50 km acredito que tenha umas cinco ou seis onças”, comentou o Bordin.

G1

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